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Advogado generalista ou especialista?

Essa é uma dúvida muito comum entre os advogados iniciantes, se devem ser generalistas ou altamente especializados em uma determinada área do direito.


Nesse post vamos tratar desse tema trazendo a nossa visão sobre o assunto.

 
advogado generalista ou especialista

Essa com toda certeza é uma das dúvidas mais comuns entre aqueles que têm dúvidas de como começar na advocacia:


  • Devo ser especialista ou generalista?


Vou contar um segredo pra vocês, também já tive essa dúvida e as vezes ainda me pego pensando nela.


Muitos outros amigos advogados e também mentorandos meus acabam descrevendo que já passaram ou se encontram nesse dilema. Então, fique tranquilo e não se frustre por isso.


Na minha visão, tendo em vista a enorme quantidade de áreas que o direito oferece, é normal que essa dúvida e indecisão apareçam.


O que não podemos deixar acontecer é ficarmos muito tempo pensando nesse dilema, então reflita sobre o tema e bola pra frente.


No meu entendimento, a advocacia vai suportar ambos os profissionais, tanto o advogado generalista como o advogado altamente especializado, devendo o profissional atentar para alguns detalhes.


INÍCIO DE CARREIRA


Recomendo altamente para os advogados iniciantes que nos primeiros anos de sua advocacia, não busque tanto a especialização, tendo uma atuação mais generalista.


Acredito que isso é importante porque:


  • conhecer melhor a forma de atuação de cada área;

  • conhecer melhor o direito em si de cada área (se você vai gostar de estudar aquela matéria);

  • conhecer melhor o dia a dia de cada área (judicial ou administrativo);

  • pagar as contas.


Isso me parece importante, porque muitas vezes acabamos saindo da faculdade sem muita experiência, muitos saem até sem ter feito um único estágio.


Ou por questões financeiras, acabam entrando num estágio e permanecem por toda a sua jornada num único estágio.


Durante a sua fase estágio, é importante você estagiar no máximo de lugares que puder, pois só assim vai de fato saber o que gosta mais de fazer, mas, isso é assunto para outro post.


Assim, é indispensável a atuação em vários ramos do direito para conhecer mesmo o dia a dia de cada área, rentabilidade, forma de atendimento aos clientes, entre outras questões práticas.


Se você se sente bem participando de audiências pode seguir na área de família e trabalhista, caso não goste, pode atuar no direito tributário ou imobiliário.


Caso não se incomode em ficar de plantão e atender a qualquer hora a área criminal pode ser uma boa escolha.


Só que para você ter essa vivência, é necessário que você passe por ela para daí saber qual caminho seguir.


SITUAÇÃO FINANCEIRA


Outro ponto importante para quem está iniciando na advocacia é esse.


No início sabemos que estamos em busca de clientes para pagarmos ao menos nossas contas básicas, como o aluguel, por exemplo.


Outros colegas podem estar até passando por dificuldades, com problemas para viver de forma digna da advocacia.


Então, acredito fortemente, principalmente para quem está iniciando, que atuar como generalista pode ser uma boa saída neste início, pois assim, você já vai ter mais fluxo de clientes no seu escritório, poderá receber mais indicações destes clientes, enfim, vai fazer a roda girar.


Já imaginou você optando por advogar somente na área criminal, e chega ao seu escritório uma cliente para fazer um inventário, ou uma divórcio extrajudicial, onde você tem um potencial de honorários altos.


Honorários estes que dependendo do caso poderão segurar as suas despesas básicas por uns 2 meses.


Me parece meio estranho imaginar que você vai mandar essa oportunidade embora.


SITUAÇÃO GEOGRÁFICA


Admiro muito os advogados que defendem que o advogado iniciante deve focar somente em uma área, que não podemos nos prender a questão territorial com o on-line, etc.


Cada um está inserido numa realidade diferente e acredito que colocar cada particularidade num mesmo balaio pode ser preocupante.


Até acredito que o advogado que está numa cidade grande pode se dar ao luxo de escolher uma determinada área de atuação, contudo, aquele advogado que está inserido numa cidade pequena ou muito pequena, não tem como fazer isso.


Essa é minha visão, pode não ser a correta, mas, se você está aqui me lendo acho que você tem um pouco da minha confiança.


No início da advocacia, além do todo o listado acima, numa cidade muito pequena o fluxo de pessoas é mais limitado, isso não podemos negar.


Com relação a conseguir clientes em outras cidades também pode ser limitada, uma vez que, quanto menor menor cidade, mais as pessoas tendem a contratar advogados que conhecem.


Além disso, acredito que no início a sua grande batalha será prospectar já na sua cidade, pensar em prospectar em várias cidades pode ser uma batalha muito grande.


Essa batalha sem a menor dúvida pode ser travada, contudo, no início você terá outras grandes batalhas a travar.


A ESCOLHA DA ÁREA COMO SENTENÇA DE MORTE


Mas ok, odeio direito Civil, vou ser obrigado a atuar nessa área PARA SEMPRE ?


NÃO.


Defendo que você deve atuar em várias áreas no início, mas você deve destacar a área que você quer ser bom, quer ser referência.


Nessa área você vai dedicar muito seus esforços, fazer seus cursos, vai comprar seus livros, criar uma rotina de estudos sobre a matéria.


Assim, em que pese você atender mais de uma área, estará muito bem preparado para aquela área que é o seu sonho de consumo.


Ou quando a oportunidade aparecer você estará pronto, e aos poucos vai construindo seu nome.


Assim, num médio longo prazo poderá se dar ao luxo de escolher A ÁREA.


Como eu disse acima, a escolha de uma área não é uma sentença de morte, você poderá, conforme vai pegando experiência você vai optar por uma área, ou aquela área que achava interessante, vai ver na realidade não é, ao menos para você.


ÁREAS DA MODA


Muitas vezes acabamos escolhendo uma área de atuação, e na real nem sabemos porquê, simplesmente porque todo mundo está fazendo, ou pela promessa de altos honorários.


Você pensa, quero surfar essa onda!


Já tivemos várias áreas da moda (ambiental, direito agrário, propriedade intelectual, direito digital), no momento é o direito imobiliário.


Não se deixe levar pela manada, reflita com o que falamos no início do post e faça a avaliação do que faz sentido para você, para sua vida, no que você acredita, enfim, não seja o próximo a dar o burnout e abrir uma academia de jiu-jitsu.


CONSIDERAÇÕES FINAIS


Desta forma, tenho certeza que você não deve se preocupar, já de início, em escolher somente uma área para atuar, comece atuando de forma mais ampla para posteriormente buscar um maior foco em uma área específica.


No início da advocacia, você deve se preocupar em escolher boas batalhas, e essa de focar em uma área somente, definitivamente não é uma boa batalha a ser travada de início, por todos os motivos destacados acima (não conhece as áreas na prática, financeiro, região onde atua).

 

Luiz Ricardo Flôres é Advogado.