Como Começar na Advocacia Criminal: O Guia Prático Para Advogados Iniciantes
- Luiz Flôres

- há 3 dias
- 6 min de leitura

Descubra como começar na advocacia criminal com segurança.
Guia prático com os 4 pilares que todo criminalista iniciante precisa dominar para atuar sem insegurança.
Introdução
Começar na advocacia criminal é um dos maiores desafios da carreira jurídica.
Você recebe sua credencial da OAB, comemora com a família, e no dia seguinte se depara com uma realidade que a faculdade não te preparou para enfrentar: um cliente preso em flagrante te ligando às 3 da manhã, um juiz rígido na primeira audiência, uma resposta à acusação que precisa ser protocolada em 10 dias.
Se você está se perguntando como começar na advocacia criminal sem cometer erros que podem custar a liberdade de um cliente e a sua reputação profissional, este artigo foi escrito para você.
Eu sou Luiz Ricardo Flôres, advogado criminalista desde 2007, atualmente Presidente da OAB Subseção Tijucas/SC, e vou te mostrar o caminho que eu gostaria de ter tido quando comecei.
Por Que Começar na Advocacia Criminal é Tão Difícil?

A advocacia criminal tem uma particularidade que nenhuma outra área do Direito possui: você lida diretamente com o bem mais precioso do seu cliente, A LIBERDADE.
Essa responsabilidade pesa ainda mais quando consideramos a realidade de quem está começando:
A faculdade forma técnicos, não profissionais práticos;
Nem todo mundo teve a chance de estagiar em um bom escritório criminal;
A maioria não tem um familiar advogado para "passar o caminho das pedras";
Os livros demoram para formar o conhecimento prático necessário;
Um erro estratégico no início do processo pode comprometer toda a defesa.
A frase "na prática, a teoria é outra" nunca foi tão verdadeira quanto no Direito Penal. E aqui começa o problema: muitos advogados iniciantes aprendem no acerto e no erro — e o erro, na criminal, pode destruir carreiras.
Os 5 Erros Mais Comuns de Quem Está Começando na Advocacia Criminal
Antes de falar sobre o caminho correto, vale apontar onde a maioria tropeça.
1. Achar que sabe o suficiente só com a teoria
Ler Nucci, Rogério Sanches e Aury Lopes Jr. é fundamental. Mas não te ensina a lidar com um delegado hostil, um promotor experiente ou uma testemunha que muda a versão na hora da audiência.
2. Não ter um projeto de defesa
O advogado iniciante tende a "reagir" ao processo, responde à acusação, participa da audiência, recorre. Sem uma tese central que guie todas as decisões processuais, a defesa fica fragmentada.
3. Não dominar o atendimento em flagrante
O momento da prisão em flagrante é decisivo. Decisões tomadas ali, ou a falta delas, podem determinar se o cliente sai em liberdade ou fica preso aguardando o processo.
4. Desconhecer o momento processual correto de cada pedido
Pedir habeas corpus na hora errada (muito cedo), ou impetrar o HC quando já existem fundamentos para você pedir a liberdade provisória. Esses erros de timing processual são recorrentes em quem não tem orientação prática.
5. Ir para a audiência de instrução despreparado
A maioria das condenações se fundamenta na prova testemunhal produzida em audiência.
Um advogado que não sabe conduzir uma reperguntas, que não domina a técnica da contradita, que trava diante do juiz, ir para a audiência despreparado ou contando só com seus institos, esse advogado perde casos que tecnicamente eram defensáveis.
Os 4 Pilares Que Todo Advogado Criminalista Iniciante Precisa Dominar
Atuando na advocacia criminal desde 2007 acompanhando vários advogados iniciantes, identifiquei que existem quatro competências práticas que separam o criminalista seguro do criminalista que trava.
Dominar esses pilares é o que permite atuar com confiança diante de juízes, promotores e delegados.
Pilar 1: Atendimento em Flagrante e Audiência de Custódia

O telefone toca. Do outro lado, um familiar desesperado dizendo que o parente foi preso. E agora?
O domínio do atendimento em flagrante é fundamental por três razões:
Primeiro, é uma das principais portas de entrada de clientes para o escritório criminal e gera fluxo de caixa rápido.
Segundo, uma decisão errada nesse momento pode comprometer todo o andamento processual. O que o cliente fala na delegacia pode ser usado contra ele até o final do processo.
Terceiro, quase sempre que há flagrante com manutenção da prisão, haverá audiência de custódia e quem atendeu no flagrante naturalmente será contratado para essa audiência e fazendo um bom trabalho você tem boas chances de também ser contratado para o processo.
Esse é o primeiro teste real do advogado.
Pilar 2: Estruturando um Projeto de Defesa e Resposta à Acusação
Este é o pilar que mais diferencia o criminalista experiente do iniciante.
O advogado iniciante recebe a denúncia e pensa: "preciso fazer uma resposta à acusação".
O criminalista experiente pensa: "preciso montar um projeto de defesa".
A diferença é enorme. Projeto de defesa é o norte estratégico que guia todas as decisões processuais, quais testemunhas arrolar, quais provas produzir, quais teses sustentar, quando pedir diligências e o que explorar na instrução.
Sem projeto de defesa, você reage ao processo. Com projeto de defesa, você conduz o processo.
Pilar 3: Liberdade Provisória e Habeas Corpus
Conhecer as modalidades de prisão cautelar e os instrumentos para combatê-las é pressuposto de qualquer criminalista que se preze.
Não basta saber o que é habeas corpus. Você precisa saber:
Quando usar HC e quando usar liberdade provisória;
Qual tribunal é competente em cada hipótese;
Quais teses funcionam para cada tipo de prisão (preventiva, temporária, em flagrante);
Como identificar falta de contemporaneidade, ausência de fundamentação concreta e excesso de prazo;
O momento processual adequado para cada pedido.
Esse domínio é o que permite devolver a liberdade a quem foi preso injustamente — e é também o que constrói reputação como criminalista na sua região.
Pilar 4: Audiência de Instrução e Julgamento

A maioria das condenações e das absolvições se fundamenta na prova testemunhal produzida em audiência de instrução.
Isso significa que a audiência é, frequentemente, o momento mais decisivo do processo.
E é exatamente onde o advogado iniciante mais trava: fica inseguro na hora das perguntas, não sabe quando contraditar uma testemunha, perde oportunidades de extrair contradições da acusação, não sabe intervir quando ocorrem ilegalidades, não explora bem a defesa do acusado entre outras.
Dominar essa audiência saber o que perguntar, quando intervir, como conduzir o interrogatório do réu, como usar as contradições a favor da defesa é o que transforma um advogado comum em referência.
Como Acelerar Esse Aprendizado (Sem Perder Anos no Erro e Acerto)
Você tem basicamente três caminhos para dominar esses quatro pilares.
Caminho 1 — Aprender sozinho, na prática: é o mais comum e também o mais custoso.
Você vai aprender, mas ao custo de erros que podem prejudicar clientes e comprometer sua reputação. Normalmente leva de 5 a 10 anos para atingir segurança real.
Caminho 2 — Estudar em livros e cursos teóricos:
Ajuda, mas não resolve a lacuna prática. Você aprende o que é, mas não aprende como fazer diante do juiz, do promotor e do delegado.
Caminho 3 — Ter orientação prática de quem já percorreu o caminho:
É o mais rápido e o mais seguro. Um mentor experiente compacta anos de experiência em meses de orientação direcionada.
Conheça a Mentoria Direito na Prática: Advocacia Criminal
Foi exatamente pensando no advogado iniciante — aquele que quer atuar com segurança, mas não quer esperar 10 anos de erros e acertos que estruturei a Mentoria Direito na Prática: Advocacia Criminal.
A mentoria é construída sobre os 4 pilares deste artigo, com uma diferença fundamental: você não recebe apenas login e senha de um curso gravado.
Você recebe orientação prática individual.
O que você leva ao entrar:
4 encontros individuais ao vivo comigo, via Zoom (quinzenais), focados em orientação prática e solução das suas dúvidas reais;
Suporte direto no meu WhatsApp pessoal durante toda a mentoria;
Acesso imediato a 4 treinamentos gravados: atendimento em flagrante e audiência de custódia, projeto de defesa e resposta à acusação, prisões cautelares e liberdade, audiência de instrução;
Bônus exclusivos: treinamento de sustentação oral, treinamento de recursos no processo penal, e suporte estendido por mais 4 meses após o término da mentoria e encontro extra com temática a ser definida pelo mentorado.
O objetivo é claro: te levar do ponto A ao ponto B de forma rápida, evitando os erros que podem destruir uma carreira que está começando.
Conclusão
Começar na advocacia criminal não precisa ser um salto no vazio. Existe um caminho e ele passa pelo domínio dos 4 pilares práticos que te apresentei aqui.
Você pode escolher aprender sozinho, com o custo dos anos e dos erros. Ou pode escolher ter ao seu lado alguém que já percorreu esse caminho e pode te mostrar os atalhos seguros.
Se você quer começar na criminal com segurança técnica, reconhecimento profissional e confiança para atuar diante de qualquer juiz, promotor ou delegado, a Mentoria Direito na Prática é o seu próximo passo.

Luiz Ricardo Flôres é advogado criminalista desde 2007, atuando em Tijucas e Itapema/SC. Presidente da OAB Subseção Tijucas (2025-2027), professor de Direito Penal e Processo Penal, e criador da Mentoria Direito na Prática: Advocacia Criminal.




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